Resenha literária
A cor Púrpura
Alice Walker

RESENHA LITERÁRIA: A cor púrpura – Alice Walker
WALKER, Alice. A cor púrpura. Círculo do Livro. São Paulo. 1982.
Na empreitada dada pelo grupo de ler um livro escrito por uma autora mulher, de imediato o impacto foi o que me vi sem nem um livro literário de autora feminina na minha estante de livros, logo a surpresa, encontro em baixo de alguns outros velhos livros este que me rende a resenha, A cor púrpura de Alice Malsenior Tallulah-Kate Walker. A tempos havia pego este livro organizando uma doação de livros, e agora, finalmente tive a oportunidade de ler esse incrivel livro.
Alice Malsenior Tallulah-Kate Walker é uma internacionalmente aclamada escritora, poeta e ativista política estaunidense. A autora tem em A cor púrpura, a sua obra mais aclamda que lhe rendeu o prêmio Pulitzer de Ficção em 1983. Lançando originalmente em 1982, o livro é um romance epistolar, ou seja, ele é todo escrito no formato de cartas, o que faz o leitor entrar a fundo na intimidade dos pensamentos de Celie, a perssonagem principal.
O estranhamento causado pelos os intencionais erros de escrita inceridos pela autora nas cartas da perssonagem, rapidamente se transformam em grande apreço, preocupação e empatia pela perssonagem que nos parece tão intima devido a forma que nos é apresentado o romance.
A cor púrpura é um livro brutal, violento e realista, como pano de fundo a sociedade agrária do sul dos Estados Unidos, sociedade essa que tem como pilares o racismo, machismo e patriarcado. Aconpanhamos durante o livro as cartas para Deus escrita por Celie e portanto os drams de vida de uma mulher negra dentro deste contexto violento.
Logo em suas primeiras páginas, na carta que abre o livro, a personagem principal, Celie, é estuprada e engravidada pelo seu pai aos 14 anos, seus filhos são tirados dela. Quando sua mãe morre, o pai decide tirá-la de casa, na tentativa de afastar Celie de sua amada irmã Nettie. Celie é dada em casamento a Albert, um Sinhô, fazendeiro da região, que buscava cortejar Nettie, porém Nettie foge a procura de uma vida diferente da opressão familiar e social que sofria.
A vida da perssonagem não tem sorte diferente ao se casar e mudar de casa, Celie continua sendo constantemente violentada e espancada pelo Sinhô Albert e pelos filhos que seu agora marido tivera fora do casamento.
Mas eu num sei como brigar. Tudo o queu sei fazer é cuntinuar viva.
Outro espaço imporatante que surge no meio para o fim do livro é uma tribo africana, a aldeia do Olinka. Nesse ponto da narrativa podemos ainda presenciar o drama do colonialismo europeu, no livro especificamente o britânico.
O território inteiro, incluindo a aldeia dos Olinka, agora pertencia a um comerciante de borracha da Inglaterra. À medida que ele ia se aproximando da costa, ele se surpreendia vendo centenas e mais centenas de nativos como os Olinka limpando a floresta de cada lado da estrada, plantando seringueira.
Um povo sem terra, sem direitos, seja na Africa, seja em alguma zona rural do sul dos Estados Unidos, apartir desta idéia de não pertencimento que a autora produz uma narrativa viceral e contagiante sobre o racismo e da posição social dos negros no século XX. Em especial das mulheres pretas.
Somos então transportados para dentro dos pensamentos de Celie atravez da habilidosa narrativa contruida pela autora. Durante o livro podemos acompanhar as metamorfoses, descobeertas, sofrimentos e alegrias da personagem. Brutal e violento, porem não menos instigante, inspirador e de certo cheio de beleza.
Um livro fantástico que vale a leitura, seja em 1982, seja em 2020.
