Resenha literária
Miss Marvel — Volume 1: Nada normal
G. Willow Wilson

Resenha Literária Miss Marvel – Volume 1 – Nada Normal Plínio Natalino Essa resenha não contém “spoilers”. Kamala Khan é uma adolescente americana. A personagem foi criada por Sana Amanat e Stephen Wacker, escrita por G. Willow Wilson e tendo na arte da capa Sara Pichelli e os desenhos de Adrian Alphona. Sana assim como Kamala possui origem paquistanesa, a escritora Willow Wilson nasceu em Nova Jersey onde Kamala vive e também é mulçumana. Nos últimos 10 anos com a expansão dos quadrinhos para os filmes a sociedade começou a dar mais importância para essas histórias de super-herói. Concomitantemente vemos um tema importante sendo monstrado nessas novas obras visuais: representatividade. Os grandes estúdios perceberam um grande mercado a ser explorado. A nova trilogia de Star Wars tem uma mulher como protagonista; pantera negra; e a incrível animação Homem Aranha: No Aranhaverso que traz um novo Homem-Aranha negro. Se identificar com personagens e se espelhar neles é de extrema importância para combatermos diversos preconceitos que resistem ao longo dos anos. Kamala é uma adolescente mulçumana, ao longo da Hq ela enfrenta diversos vilões além de enfrentar dilemas pessoais, de aceitação do seu corpo, e da sociedade americana que estranha os costumes de sua cultura. Desde os atentados de 11 de setembro de 2001 o preconceito com pessoas que tem como religião o islã cresceu muito. A Hq não está descolada do mundo na qual ela foi produzida. O carisma da personagem talvez resida no fato dela parecer humana, mesmo com os super poderes. O supermem por exemplo da DC comics é “perfeito” o que não é bom para uma história pois ele sempre vencia, depois de um certo tempo criaram uma fraqueza para ele que é a criptonita. A “fraqueza” de Kalama não está em algo externo, mas nela mesma, em ser uma adolescente e tendo que lidar com todos os problemas de adolescentes. A Marvel sempre se preocupou que seus personagens parecessem humanos. O carisma do Homem-Aranha vem dele também ser uma adolescente lidando com os problemas já citados além dos superpoderes e combatendo vilões. Ele expressava um típico leitor de quadrinho da década de 1970, onde o público era mais restrito, meio nerd, jovem e cheio de inseguranças sobre o futuro. (Talvez não precise falar, mas na década de 1970 houve dois choques do petróleo e era o auge da guerra fria). Não há mais um típico leitor de quadrinhos, o público se diversificou muito desde o início do século. E problemáticas vem sendo abordas, como a de kamala. Dede 2014 quando o quadrinho foi lançado não foi bem recebido pelo público, mas já está no seu sexto volume. A Miss Marvel (Kamala) é uma das novas vingadoras desta geração, sua história será adaptada ao cinema. Seu super
poder de elasticidade e transformação de seu corpo é muitas vezes é abordado como metáfora, quando está com medo se encolhe, destemida se engradece. Em umas das partes do quadrinho ela se transforma na super-heroína que é fã: a Capitã Marvel. Nos primeiros segundos ela se deslumbra por ser a pessoa que mais admira no mundo, mas logo depois se sente mal por perceber que essa não era ela. Kamala é muito mais do que apenas uma super-heroína ela é representante de minorias. Referencias: WILSON, G. Willow. Ms. Marvel: No Normal: no normal. No Normal. 2014. Vol. 1. Disponível em: < https://www.amazon.com.br/Ms-Marvel-Vol-Normal-English- ebook/dp/B00NEW45XE >. Disponível gratuitamente para assinante do Prime. QUADRO EM BRANCO. Miss Marvel: e a violência quando se trata de representatividade. 2017. Disponível em: < https://youtu.be/nRycxcETxJw >.
